Reunião da UGT

 

 

 

 

 

Na manhã desta quinta-feira, 22 de junho, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, esteve no seminário anual da categoria comerciária que aconteceu no Clube dos Comerciários de Tupã/SP, discutindo a conjuntura atual do país, os reflexos das reformas trabalhista e previdenciária patrocinadas pelo governo e um calendário de lutas da Central para barrar essas medidas tão prejudiciais aos brasileiros. Participam 311 dirigentes de entidades filiadas à UGT-SP.

 

No ato, Patah parabenizou o presidente da UGT-SP e da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, pelo evento e por valorizar o interior do Estado ao realizar o seminário em Tupã. “Não somente a Capital deve ser protagonista, mas o Interior também. Eu me orgulho de poder estar dialogando com todos vocês nesta reunião em prol da nossa unidade”.

 

Na abertura, Motta agradeceu a todos pela participação e envolvimento no evento. “Contamos com o engajamento de todos os nossos filiados nesta nova etapa da UGT Estadual. O momento de crise e instabilidade do País não permite mudanças que afetem a classe trabalhadora. É preciso haver um intenso debate. Nossa Central entende que a reforma trabalhista representa forte retrocesso nas relações capital e trabalho; fere a dignidade humana, amplia as desigualdades sociais e enfraquece os sindicatos. Precisamos lutar para acabar com estas reformas e promovê-las com a prévia participação de todos”.

 

Amauri Mortágua, presidente do Sincomerciários de Tupã, disse: “Na qualidade de vereador desta cidade, eleito pelos trabalhadores, espero que este seminário seja extremamente eficiente para conseguirmos traçar um plano imediato de lutas contra as reformas neoliberais”.

 

O evento vai ao encontro do chamado das Centrais para as manifestações de 20 a 30 de junho, que culminará com uma nova greve geral em defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Nesse período, o foco é ampliar a mobilização em todos os Sindicatos, cidades e Estados, reforçando o contato com deputados federais e senadores para barrar as reformas.

 

Os seguintes dirigentes da UGT, além dos já citados, fizeram-se presentes: Francisco Xavier da Silva Filho, do Sindicato dos Motoristas de São Paulo; Rogério José Gomes Cardoso, presidente da Federação de Turismo; André Santos Filho, da Femaco; Zilda Freire Oliveira, vice-presidente do Siemaco ABC (trabalhadores em serviços, asseio e conservação); Reginaldo Breda, da Federação dos Bancários de Paulo e Mato Grosso Sul; Aristeu Carriel, da Federação da Saúde; Edna Alves, presidente do Sindicato de Saúde de Jaú; e Leila Cristina Antonio, da Secretaria da Criança e Adolescente de Ibitinga/SP.

Confira a “Carta de Tupã”

A União Geral dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (UGT/SP), reunida em Tupã, dia 22 de junho de 2017, a fim de consolidar suas estratégias de ação combativas às reformas trabalhista e previdenciária, entende que sua atuação junto às entidades filiadas e aos trabalhadores por ela representados deve estar cada vez mais engajada e comprometida, entre si, e com a UGT Nacional, no enfrentamento destas propostas do governo federal, lesivas aos trabalhadores, aposentados e pensionistas.

Estas reformas podem até ser necessárias, mas no formato proposto revelam ser uma ameaça à proteção social e significarão enorme retrocesso cidadão. Daí, nosso compromisso em combater e denunciar o caráter perverso das reformas que prejudicam, principalmente, os mais pobres, ou os que dependem de salário ou de benefícios previdenciários ou assistenciais.

Unida, participativa e mobilizada no Congresso Nacional, na mídia e na sociedade em geral, a UGT/SP reitera a sua posição de exercer um sindicalismo de resistência. Esta resistência conjunta com as suas entidades filiadas não se opõe à atualização das relações de trabalho. Repudia, entretanto, as práticas antissindicais e toda e qualquer forma de precarização e retirada de direitos trabalhistas e previdenciários.

A UGT/SP não aceita, passivamente, o desmonte do Estado em favor do capital e da precarização do trabalho. Conclama a todos que têm compromisso com o País e com a paz social para lutar e impedir a demolição das relações capital e trabalho. Nossa Central não está alheia a esta investida neoliberal e cumprirá sua missão de defender os trabalhadores e as trabalhadoras do Estado de São Paulo com a preservação do bem-estar social e das conquistas do movimento sindical brasileiro.

As 15 propostas a seguir têm como objetivo reforçar a presença da UGT/SP em toda a sua base com a reafirmação das suas bandeiras de luta, bem como das suas contribuições para a superação das crises nacionais. Neste quesito deve prevalecer a manutenção e a geração de emprego, renda e preservação dos direitos.

Propomos:

1 – Pressionar para que as reformas trabalhista e previdenciária sejam rejeitadas no Congresso Nacional.

2 – Fortalecer a luta contra intervenções na estrutura e na organização sindical.

3 – Ampliar a defesa e a viabilidade da pauta unitária da classe trabalhadora, aprovada na Conclat de 2010.

4 – Fazer valer as reivindicações do documento unitário “Compromisso pelo Desenvolvimento”, assinado pelas Centrais.

5 – Numa conjuntura de recessão, inflação, desemprego, juros altos e consumo retraído, potencializar a apresentação de propostas para incentivar a retomada da indústria, do comércio e serviços.

6 – Utilizar os meios de comunicação, ainda mais as redes sociais das entidades, para desmascarar a alegação do governo de que a retomada do crescimento econômico será alcançada decretando o fim dos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários.

7 – Manter cuidado redobrado sobre o interesse de o governo favorecer a visão rentista contra os trabalhadores, que inibe a produção interna.

8 – Incentivar o diálogo da UGT/SP com os poderes Executivo e Legislativo federais para ampliar nosso repúdio contra as reformas, com firme participação da Central nos atos que visem este fim.

9 – Fortalecer a representatividade sindical desde o local de trabalho.

10 – Intensificar o trabalho de base, inclusive com campanha de filiação, e organização de seminários e debates sobre a conjuntura.

11 – Promover cursos de formação político e sindical, bem como fornecer, gratuitamente, aulas de oratória e comunicação, a fim de formar novos quadros.

12 – Produzir material de referência sobre os temas de interesse do movimento sindical.

13 – Atrair jovens e mulheres para o movimento sindical.

14 – Fomentar articulações com os demais movimentos sociais.

15 – Definir um calendário de eventos previamente agendados aberto aos trabalhadores.

Saudações Sindicais

Para o Presidente do Sincomerciários de Presidente Prudente e Região, Mauricio de Pontes ” Isso é um avanço, é um trabalho árduo , mais com união vamos seguir lutando em prol do nosso trabalhador, quero parabenizar os diretores da UGT, pelo esforço e as tentativas de barrarem essa investida que trara prejuízos aos trabalhadores brasil erros”. Mauricio de pontes esteve em Tupã, acompanhado do diretor regional da UGT, Gilberto Lúcio Zangirolami.

 

Tupã, 22 de junho de 2017

 

Fonte: UGT